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Ellputo & Beant The MC – Pedradas Vol. 1: o EP de Afro House para ouvir de ponta a ponta

Ellputo é um dos nomes mais conhecidos da produção musical em Moçambique. Nascido em Maputo, ganhou projeção como produtor e depois afirmou-se também como DJ. Além disso, trabalha com amapiano e afro tech, estilos que lhe deram público dentro e fora do país.

Por isso, o seu nome aparece com frequência nas conversas sobre a música eletrónica africana. Em 2021, lançou o EP Ellputology Vol. 1, onde a identidade moçambicana teve lugar de destaque. Nesse trabalho, usou sonoridades locais ligadas ao xichangana e ao emakhuwa. Assim, percebe-se que Pedradas Vol. 1 não surge do nada: segue uma carreira feita de escolhas claras.

O título, aliás, também sugere continuidade e novos capítulos. O Vol. 1 indica que o projeto pode ter sequência, tal como acontece com os trabalhos que começam por abrir uma porta. Por outro lado, a parceria com um MC dá ao EP uma camada diferente. Enquanto o produtor desenha o ambiente sonoro, o MC traz palavra, ritmo de voz e atitude. Dessa forma, a mistura entre Afro House e a voz de um MC abre espaço para um som que dança e que também fala. Afinal, é esse equilíbrio entre corpo e palavra que costuma prender o ouvinte.

Beant The MC e a força da palavra

Beant The MC assina este EP ao lado de Ellputo, e a presença de um MC muda a forma de ouvir o disco. Num EP de Afro House, muitas vezes a música instrumental conduz tudo, com percussão, baixo e sintetizadores. Contudo, quando entra um MC, o ouvinte ganha uma história, uma voz e uma atitude para acompanhar. Por isso, o encontro entre os dois artistas promete um disco com corpo e com conversa. Além disso, a palavra Pedradas, no falar do dia a dia, lembra algo que acerta com força. Esse nome combina com um som feito para ficar na memória.

Em Moçambique, a relação entre música de dança e palavra de rua sempre foi forte. Assim, um projeto que junta um produtor de peso e um MC tem tudo para chamar atenção. Naturalmente, cada ouvinte vai ter o seu momento preferido, seja uma batida, seja um verso. Aliás, boa música dispensa explicações. Na prática, é o tipo de lançamento que se ouve em casa, no carro e nas festas, sempre com vontade de repetir. Por isso, convém ouvir com atenção à interação entre voz e instrumental. Quando os dois lados se encaixam, o EP ganha energia e personalidade.

O formato visualizer e o Afro House: um EP para ouvir e ver

O EP surge em formato full visualizer, ou seja, um vídeo com o disco inteiro acompanhado de imagens. Esse formato é muito usado no YouTube e facilita a vida de quem quer ouvir tudo de seguida. Basta carregar no play e deixar o EP seguir do princípio ao fim, sem pausas. Além disso, as imagens dão uma identidade visual ao projeto, o que ajuda a fixar o nome dos artistas. Em tempos de telemóvel sempre à mão, um vídeo bem pensado pode levar a música mais longe.

O Afro House, por sua vez, é um estilo que mistura batida de pista com percussão de raiz africana. Costuma ter ritmo constante, baixo marcante e uma atmosfera pensada para fazer o corpo mexer. Em Moçambique, esse estilo encontra terreno fértil, porque o público já está habituado a música de dança com forte presença de percussão. Assim, um EP de Afro House ligado a um produtor de Maputo dialoga com a realidade de quem vive a cidade e as suas festas. Por outro lado, o ouvinte não precisa de estar numa pista para sentir a música. Ou seja, serve para a corrida da manhã, para o trabalho e para a viagem de regresso.

Onde ouvir Pedradas Vol. 1 e como apoiar os artistas

Quem quiser ouvir Pedradas Vol. 1 deve pesquisar o nome completo, Ellputo e Beant The MC, e escolher o vídeo oficial. Por isso, convém dar preferência aos canais dos artistas e às plataformas conhecidas de música. Além disso, as páginas de Ellputo nas redes sociais costumam ser o melhor lugar para saber de novos lançamentos e espetáculos. Depois de ouvir, vale a pena voltar ao disco com outros ouvidos. Na primeira audição, o ouvinte sente a energia geral; na segunda, repara nos detalhes da batida e no jogo entre voz e instrumental.

Apoiar a música moçambicana começa em gestos simples. Ouvir pelos canais oficiais, comentar com respeito e partilhar com amigos ajuda os artistas a chegar mais longe. Aliás, um EP completo em vídeo é fácil de partilhar por WhatsApp, e é assim que muita música circula entre grupos. Por outro lado, seguir os artistas nas redes mantém viva a conversa em torno do lançamento. Portanto, o melhor que se pode fazer é ouvir, gostar e dizer a quem interessa. Por fim, aumente o som e deixe as pedradas entrarem de vez.

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